terça-feira, 21 de agosto de 2007

De Noite Na Cama.


Num estado de plena confusão, chego a ter sonhos com homens desconhecidos e alguns muito conhecidos a me apertarem contra seus respectivos peitos, numa dança frenética, ficam a passar suas mãos sob meu corpo pálido e febril. Durmo sorrindo até! Oh, mas que indecência minha dizer isso! Pensamentos que deveriam ir junto comigo e com minha cadeira de rodas daqui a mais ou menos 50 anos no asilo não sei qual nome.

O repertório de cada homem é diferente, gosto do jeito que essa palavra sai da minha boca, é imponente. Na verdade essa palavra só consegue materializar-se com duas pessoas, concepção perfeita! Detenho-me em tê-los presente apenas em meus sonhos e nas conversas matinais regadas a bolachas água e sal e maçã com minhas pequenas. Mas estes dias voltei a sonhar com um que nem nome de homem poderia ter. Enquanto ele proferia palavras cínicas, eu apenas o olhava imaginando as maiores impurezas quem alguém poderia pensar. E era por isso que eu ria tanto, olhando para a janela e para minhas mãos para ver se conseguia controlar meu pensamento. Infelizmente, meu pensamento ficou descontrolado, ele desceu do ônibus e eu com uma tremenda vontade de rir-me por dentro.

Sabe quando você precisa urgentemente ocupar sua cabeça com algo produtivo, mas se pega pensando nesse tipo de coisa as três da tarde? Sou eu. Lavando a louça e cantarolando alguma música com conotação sexual, sinto-me como a Liza Minelli em Cabaret. Nessas horas é bom dispensar o espelho, porque senão estraga todo esse clima "minelliano". Na verdade, o espelho apenas serve para a comunicação entre dois mundos: o real e o irreal. Real respondendo para o irreal. Agora sonho acordada em frente a ele. Minha falta de caráter talvez seja tão grande quanto os sonhos que continuam a perseguir-me todas as noites. Por isso a água, a garrafa de água ao pé da cama.

"Me abraça, me aperta, me prende em tuas pernas, me prende, me força, me roda, me encanta, me enfeita num beijo..."