quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O irreal sou eu, você, nós


Má que ódio. Primeiro porque quero uma explicação lógica (e pode ser de Freud) , qual o motivo, razão, circunstância que não consigo escrever em primeira pessoa. Simples. É tão fácil: cutucar a vida alheia é bem mais fácil que fazer isso com a nossa própria. Mas aí chega uma hora que em você catucou tanto, que acabou, o buraco não era mais em cima? Chegou a hora de mergulhar dentro de si mesmo, o mais fundo que puder. Sem limites, percorrendo veias, artérias. Quero compartilhar com vocês, minha descoberta, eu estava em cima de um penhasco cantando "Rien De L'amour", o vento batia nos meus cabelos e a câmera girava quando fui transferida num plunt plact zum para a Argentina, olhei para o lado e vi alguém que queria ver muito ao meu lado, apontando-me os pontos turísticos da cidade. " Eu não sei nada de viagens, as pessoas vão e vem, nada de via lactea, nada nada" - eu só sabia dizer isso. E meu rosto enchia-se de alegria, mas.... um telefone começou a tocar! Ring ring why don't you give a call, nã nã? No dia em que fizer a lista das piores coisas, acordar para realidade será uma. Acho que ninguém gosta disso. É uma palavra banida do vocabulário, porque é so você falar que claro a realidade vem a tona. Então eu prefiro não falar. Faz tempo que ultrapassei o abismo entre o real e irreal.

Mas a realidade resolveu dar o ar de sua graça. E foi um guri que a encarnou, como mãe de santo. Proferindo estas palavras:

- Eu matei um cara. Com 25 facadas. Ele tinha estuprado minha mãe.

É, Dona Jessica você não está na França, não tem penhasco cantante, nem Buenos Aires. Tem Brasil, fome, desgraça, pizza com Renan Calheiros, fraude disso e daquilo. Não tem coisa pior que fome, acreditem.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Mas você também podia marcar outra hora para se enterrar!


Não era um dia feliz. O céu estava cheio de pássaros, uma enxurrada deles, como no filme de Hitchcoch. Justa-mente. De repente, como se o Google Earth estivesse parado no tal cemitério, as câmeras se focaram:

- Meu querido, eu vou morrer! Morrer! Ai minha "tachicardia"! Me ajudem!


E a Jane não parava mais de se escabelar. Mais escândalo. Os óculos escuros dos presentes escondiam a tamanha vergonha que sentiam naquele momento. Jane continuou sua cena. Se sentindo a Baby Jane (se vocês não estiveram nos cinemas em 1962, não irão entender a comparação). Todos apreciavam a cena quando de repente surge uma senhora loira, olhos azuis, vestido vermelho. Bem bonitinha até.


- Vocês sabem colocar crédito no celular? É porque o moço da loja esqueceu de colocar sabe? E a TIM me roubou 10 reais de crédito, meus e do meu namorado!



Silêncio constrangedor. A fúria de Marília Pêssego explode:


- CALA ESSA DROGA DESSA BOCA DE PRAGA! HISTÉRICA! PALHAÇA! TÁ PENSANDO QUE ISSO AQUI É CIRCO PRA FAZER SHOW?

- Mãs, mãs... eu só queria...

- AH VÁ COLOCAR CRÉDITOS NO NILO! NEM MARIA CALLAS SERIA CAPAZ DE TAL GAFE!


Marília Pêssego, completamente louca. E os presentes do enterro vão a loucura!A multidão que está fora do cemitério começa a se alvoroçar para ver quem está batendo boca com quem. A moça tenta se explicar e desta vez quem interrompe é Carlos, um parente do falecido:

- Minha Senhora, queira fazer o favor de se retirar. Aqui não é lugar para recarregar celular. Outra hora quem sabe.

E a moça dos créditos no celular retira-se do palco fúnebre. Vai embora, olhando para trás. Pronto senhor Padre, o cortejo pode continuar. O enterro continuou por algumas horas. E finalmente acabou. Dona Alice, uma parente do falecido indaga:

- E aí, Lúciana, vamos tomar uma ceva ali no bar?

- Cerveja? Não obrigada, eu não bebo.

- Ah vamos lá, nem que você fique nos olhando beber. - Carlos, o marido de Luciana manifestando-se na conversa.

- Um guaraná?

- NÃO, EU NÃO QUERO!

E saiu pensando em como essa gente, os seus parentes poderiam pensar em cerveja numa hora dessas. Malucos, só podiam ser.





quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Produção textual?


(Ps: Esta pérola foi escrita em 2004, achei-a num de meus cadernos velhos quase comidos pelas traças.)



Zora era uma traficante de drogas que morava na favela da Rocinha. Um dia Zora foi comprar crack, mas os bandidos a confundiram com Zuhdia, uma traficante caloteira e a ameaçaram de morte se ela não pagasse 500.000 reais.

Zora não sabia o que fazia. Quando foi explicar o mau-entendido, tomou um tiro de raspão no olho direito. E uma surra com um cacetete.

Disseram a Zora que se ela não trouxesse o dinheiro até as 10 horas da noite iam esmagar seus miolos.

Zora roxa, cega de um olho, saiu cambaleando pelas ruas, atrás de alguém que pudesse lhe emprestar dinheiro. Já estava quase desmaiando quando lembrou do trouxa que pagava todas as drogas que ela consumia.E dizia que o dinheiro era para pagar a faculdade.

Quando estava quase chegando no prédio, cambaleando pelas ruas, Zora reparou que uma bebum com uma garrafa de pinga barata, que a acusava de ter roubado a caipirinha da semana passada. Então a bêbada falou:

- Sou Maizena Fontoura da Silva Bêbada Bebum do Lixão!

Falando isto deu uma garrafada na cabeça de Zora. Livrando-se de Maizena, Zora deu de cara com uma senhora de óculos muito emperiquitada, parecendo uma árvore de natal. Era uma ex professora. Lembrou-se então que a professora esbanjava dinheiro e foi lhe pedir uma ajuda financeira. Logo a professora falou:

- Olhe no índice!

E deu uma risada sarcástica. E uma maletada nas costas.

Como sua aparência estava suja e esfarrapada, quandp chegara ao prédio do trouxa, foi jogada no meio da rua pelo zelador.

Como havia sido expulsa de um prédio, entrou no outro.

Chegando no apartamento Zora contou que era traficante, bandida e outras coisas mais. Implorando falou:

- Henrique, perdoe-me meu amado por tudo que já passamos. Lembra-se do nosso casamento?

- Como a senhora pode ver, eu não me chamo Henrique, não sou seu marido e a senhora deve ter entrado no apartamento errado.

Zora desmaiou. Por essa ela não esperava.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Presa no replay


De janeiro apenas duas lembranças: minhas queimaduras que arderam por mais de uma semana e o homem da redenção com seu instrumento fálico, apontado para mim. Fevereiro arrnnn (crise de memória manifestando-se) carnaval? Não não, não gosto de carnaval. Começo das aulas, mas para mim começaram mesmo em março. São águas de março fechando verão é a promessa de vida no teu coração, é pau, é pedra, é o fim do caminhooo....

O mês de avril merece um paragrafo só para ele. Eu como Cinderella no último ato. E o petit prince. Que logo após os comerciais, virou sapo. Mas enquanto o ato da ópera de Walt Disney durou, aconteceu de tudo, regados a vários cachorros quentes e um frio que começava a bater na porta. Depois que o ato terminou e Cinderella... ah isso fica para o mês de maio. Em maio, o ato terminou e Cinderella se transformou. Na verdade vendo de um paradigma, as desgraças começaram quando o cabelereiro enfiou a tesoura no meu cabelo e acabou com ele. O ato final, uma Cinderella com os cabelos picotados, rabugenta e mau humorada. Junho, prefiro nem comentar, já que é uma cópia de maio. Julho, eu odeio julho. Porque todos os anos em julho, fico um ano mais velha. E envelhecer como diz minha mestra B. Davis, é para mocinhas. Lembro do frio que fazia, quase um grau abaixo de zero. E o livro da Greta Garbo que Maria me presenteou e só agora, em dezembro que eu consegui ler. No words, no more.

AGOSTO. AI AGOSTO! AI AI AI! Agosto para mim só teve um dia que foi o dia 29 em que tomei vinho Salton e embriagada não por ele, mas outras razões rasguei mais ainda minha bota cor de marfim? Cheguei em casa a uma da manhã, acordei as seis fazendo planos mirabolantes de matar aula e me mandar para o Plaza. Impossível, a minha honestidade falou mais alto e não fui. Arrependida até a alma. Setembro bom e ruim, aniversário de vivência de uns e de morte de outros.

OUTUBRO, OH MY GOD, SURTOS, SURTOS PSICÓTICOS! Canela, diz muitas coisas. Primeira delas: duas pobretonas metidas a ricaças entrando sem credencial dentro de um hotel. Segunda: um monte de hipocritas bebendo refrigerante ao som de seus colegas. Terceiro e último: mãos geladas e um suposto frio do caramba. A embalagem do chocolate Lugano até hoje está aqui. Novembro....novembro foi o mês que eu conheci Mireille Mathieu? Deve ter sido. Cabulando aula descaradamente para conversar sobre Neil Gaiman, Dona Cuca e Taki Sakaguchi, não necessariamente nesta ordem. Solidificação de amizades. Descobrimento da vadiagem masculina.

E cá estamos em dezembro, outro ano que termina, tudo parece tão cansativo agora...

domingo, 23 de dezembro de 2007

Salada de mau humores




Das coisas chatas:

I, a socialização: Tem coisa pior que dar três beijinhos? Porque diabos três? Poderiam ser dois, um ou nenhum! Que tal chegar num lugar anunciando "olá amigos meu nome é fulano de tal, prazer, sintam-se beijados e abraçados!"? Bem mais fácil. Desde que eu era piá, minha mãe quase me empurrava para cumprimentar as pessoas. Hoje este empurrãozinho não é mais preciso, porque sabe, eu penso que tenho sérios problemas de labirintite, pois eu vou para frente, quase caindo, automaticamente. Olha que maravilha!

II, praia: Areia, muita areia. Chegando ao ponto de parecer um kibe pronto para ser frito, aquelas crianças indo e vindo, o carrinho de sorvete, o milho verde e tudo mais. Vem o vento e desmarca a página que você estava lendo. Álias ler em praia, é só coisa de filme mesmo. O sol, aquele sol escaldante, as mulheres parecendo camarões tostados. Ai minha pele doí só de pensar. Chapéu de palha estilo "sou caipira como Eduardo Araujo" caem como luva nestes momentos.

III, interrupções: Faço cara feia quando minha mãe chega com a cara mais simpática do mundo anunciando qualquer coisa. Meu cérebro sofre um lapso e eu esqueço de tudo que estava pensando. Mas não serei mal agradecida, mamãe I love you e já vou tomar meu banho. Droga, ela foi na minha frente. Não pode entender que o amor a arte é maior do que o de ir cear na casa alheia.


IV, lugares cheios: Típica situação de quem deixa para a última hora o dever de presentear os familiares e amigos. Obrigação de escolher um presente antes que a loja feche, mas não é por isso que irei levar a primeira coisa que vir na frente. Afinal, porque ter pressa, se na pressa a gente sempre acaba levando o mais caro?

V, pressa: Só digo uma coisa: quem inventou o relógio tá na minha lista negra.

VI, crianças mal agradecidas: Será que só eu fui uma criança que ganhava um presente de natal ao ano? E era ainda demais para mim! Lembro de quando ganhei um cachorro chamado Guloso, ele foi o meu xodó, até minha mãe resolver trocá-lo por uma cabeça de boneca cuja qual nunca brinquei e que até hoje está em cima do guarda roupa. Sou mais meu joguinho dos smurffes.

VII, saudade: A saudade é um pavio, filosofia da dona Silvia, Kinema 1998. Só gosto de sentir saudade quando eu sei que verei a pessoa de novo. Se não for assim, auto depreciação eu já pratico na frente do espelho, não preciso de mais.


VIII, final de livros, filmes: Taí uma coisa que me deixa triste. Chorei tanto no final do filme da Edith Piaf, existem pessoas que precisam ser imortais. Mas existe uma parte consoladora, é que a gente pode assistir ou ler de novo e pular o final, como eu adoro fazer. Ver filme inteiro é um martírio.


IX, mosquitos: SAIAM DAQUI SUAS CRIATURAS PESTILENTAS! VÃO PICAR A LIA BISOL!

X, dormir e não ter sono: Tô tentando isso a dias e só consigo dormir com o dia amanhecendo. Vamos ver se dessa vez eu consigo.






Muito obrigada pela Ana e sua paciência de fazer um layout para o blog, Deus te abençoe, amém.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Sur le pont d'Avignon, l'on y danse, l'on y danse (ou os paradigmas da comparação)


Stop, Lajeado Tango monsieur! Vamos ladrilhar,são dois pra cá e dois pra lá. Lajeado é incrível como é a Avignon Rio- Grandense! Ok, eu que sei que vocês não sabem aonde fica Avignon, procurem no sul daFrança, um risco com uma ponte é Avignon. E Lajeado por sua vez é uma cidade bem bonitinha até, aonde a fofoca, o queijo e o salame imperam. Lembro-me até hoje de quando fui acusada de comer de graça no baile da terceira idade no clube da cidade. Eu lá tenho cara de ladra de comida de idosos? Heresia( meu pai estava no caixa e me dava as fichas para eu comer, alguma coisa anormal nisso?)! Claro que ninguém me acusou publicamente, foi a Verônica, uma senhora muito da esperta, supostamente amiga da minha vó. Depois deste episódio,é claro que ela não apareceu mais na casa da vó. Melhor para mim,que acordava as 10 da manhã (Meu Deus, como eu conseguia?) e levava meu sonzinho para fora de casa e ficava escutando Silvinha/Mutantes/velharias e creio que os vizinhos achavam que eu era uma espécie de ser extraterreste vindo da capital.

É que na época eu ainda não conhecia música alemã (ho-ho mas eu só conheço as que Mireille canta!) então não poderia me sentarna varanda e entonar "hinter den kulissen von Paris tãn tãn tãn" tamborilando os dedos na mesa como demoiselle d'Avignon. Álias as rádios que ouviámos por lá apenas tocavam essas bandas alemãs e digamos que eu nunca achei apreciável. O bom de você estar longe de casa e supostamente ninguém conhecer você (porque sempre tem alguém que conhece né?) é poder sair de vestido de bolinhas e tênis all star, como eu orgulhosamente fiz na noite do natal, porque não tinha sapatos para pôr. A situação estava pior que a dos Malpheguines (leiam Mon Credo que entenderão). Hoje sinto um chute no estômago cada vez que lembro disso. Não se pode culpar a pessoa pela falta de discernimento. Um dia quando estávamos viajando para lá, chovia torrencialmente.Um cachorro nos acompanhava na viagem e realmente fiquei profundamente enojada.O mundo estava para vir abaixo, mas eu apenas me importava com a integridade dos discos de vinil que levava no colo. De repente - depois de parar no acostamento- bum! O limpador de pára-brisa resolveu revoltar-se e simplesmente caiu do parabrisa. Viajando num fusca,vocês esperavam o que? Sem rádio, sem perspectiva e agora sem limpador de pára brisa. Achei que fóssemos encenar um filme de perdidos na estrada, mas tudo se estabilizou, ainda bem.

E o ruim é saber que apesar dos solavancos, das 4 horas de viagem, de ser mal alimentada e dos sabãos de glicerina com alguma coisa que minha vó fazia (que meu tio acidentalmente usou e caiu seus poucos cabelos), nunca mais poderei voltar lá.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Santo de casa não faz milagre


Deus estava sentado lá em cima, conversando animadamente com Santo Antônio (o das causas impossíveis, esse mesmo):
- Mas Antônio, já tô cansado de mandar sinais lá pra baixo, ninguém quer me ouvir pô!
- Principalmente aquela menina...como é mesmo o nome dela?
- Amélia, acho que é isso que consta nos nossos arquivos.
- Bã chefe, essa garota está em todas as listasnegras aqui do Céu, caraca, o relatório mostrou mais de 200 falhas, desacato a autoridade...
- Antônio pare com essas gírias. Está falando como um morador de uma dessas favelas brasileiras.
- Desculpe Misericordioso Senhor. Isso não se repetirá.
- É difícil tomar conta do mundo inteiro, mas nenhum lugar me traz tanto problemas como o Brasil ô povo difícil!
- Realmente Mestre, eles são indomaveis. Outro dia mandaram o Gabriel lá para baixo, pra ver se davam um jeito no tal de mensalão
- E o incompetente ficou por lá comendo pizza como Roberto Jefferson! Esses anjos estão cada mais corrompidos, caspite!
- Não é com o Roberto Jefferson, chefe. O nome do sujeito é Renan Calheiros.
- O que? É outro? Não sei quem mandar para proteger Brasília, não existe um que não volte com as asas viradas!


- Ainda bem que eu sou santo e só preciso descer em casos extremos.
- A última vez que você desceu não foi para ser canonizado?Quantos anos hein Antônio? Você está enferrujado há há há!
- Não Senhor, estou em plena forma. Mas em séculos passados as pessoas pediam coisas mais simples. Agora pedem automoveis importados, dinheiro, poder. Coisa dimais pra um santo só!Porque não pedem para casar? É tão simples.
- Porque você não vai perguntar isso para as pessoas?
- O Senhor que sabe tudo poderia me responder oras.


- Eu não sei de nada. Só fui incubido de tomar conta dessa gente irresponsável. Sou apenas um instrumento.
- Mas chefe e o seu filho abençoado, aonde ele está?
- O Jesus?
- Sim Vossa Santidade.
- Não quero que incomodem meu filho, ele tem coisas demais para se preocupar já. Veja bem Antônio, Jesus está lá embaixo dando dar jeito nessa algazarra. Agora mais precisamente, ele está lá na França tentando dar um jeito no Jacques Chirrac.
- Mas ele não havia se indireitado? A última vez que ele esteve por aí, atendendo a um chamado do Senhor, foi o que ele prometeu não foi?


- Era pra ser. Mas você sabe como são esses humanos, não tem palavra. Meus informantes disseram que ele está levando o seu país para o fundo do poço. Agora Jesus foi pra lá, dar um ultimato nele. Falando nisso Antônio, quais são as perpectivas para a proposta que fizemos a senhora Mathieu?
- A Senhora Mireille? Ah, ela está muito receosa em aceitar. Disse que está feliz na Alemanha, que ainda tem sua família e mesmo sendo exploradora ela quer ficar com eles. E só vem pra cá se o cachê for alto.


- Mas que velha mais atrevida! Eu sou Deus e mando nessa joça! Não se pode ser educado com essa gente, parece que falo catalão com eles! Agora querem cachês para virem para o céu, ora bolas!
- Pior que isso, só o caso da Madame Dietrich.
- Sim...aquela foi outra que demorou para ser dobrada. Vou ter que começara mexer meus pauzinhos.


Então interrompendo a conversa, uma terceira pessoa entra na sala, sem ser anunciada:
- Senhor, Senhor! Temos um problema!
- Que pecado é agora, hein Tiago?
- Ah Meu Lorde, problemas gravíssimos. A CPMF não foi aprovada no Brasil e já tem gente querendo partir pra faca, vão enfiar a faca nos cidadãos, agora claro de outro jeito.


- Antônio, o dever me chama. Você sabe, eu não posso ficar de bobeira esperando um milagre, mesmo que eu os possa operar. Depois conversamos melhor.
E Deus "desaparatou" entre as nuvens brancas e fofas como algodão doce.