segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Presa no replay


De janeiro apenas duas lembranças: minhas queimaduras que arderam por mais de uma semana e o homem da redenção com seu instrumento fálico, apontado para mim. Fevereiro arrnnn (crise de memória manifestando-se) carnaval? Não não, não gosto de carnaval. Começo das aulas, mas para mim começaram mesmo em março. São águas de março fechando verão é a promessa de vida no teu coração, é pau, é pedra, é o fim do caminhooo....

O mês de avril merece um paragrafo só para ele. Eu como Cinderella no último ato. E o petit prince. Que logo após os comerciais, virou sapo. Mas enquanto o ato da ópera de Walt Disney durou, aconteceu de tudo, regados a vários cachorros quentes e um frio que começava a bater na porta. Depois que o ato terminou e Cinderella... ah isso fica para o mês de maio. Em maio, o ato terminou e Cinderella se transformou. Na verdade vendo de um paradigma, as desgraças começaram quando o cabelereiro enfiou a tesoura no meu cabelo e acabou com ele. O ato final, uma Cinderella com os cabelos picotados, rabugenta e mau humorada. Junho, prefiro nem comentar, já que é uma cópia de maio. Julho, eu odeio julho. Porque todos os anos em julho, fico um ano mais velha. E envelhecer como diz minha mestra B. Davis, é para mocinhas. Lembro do frio que fazia, quase um grau abaixo de zero. E o livro da Greta Garbo que Maria me presenteou e só agora, em dezembro que eu consegui ler. No words, no more.

AGOSTO. AI AGOSTO! AI AI AI! Agosto para mim só teve um dia que foi o dia 29 em que tomei vinho Salton e embriagada não por ele, mas outras razões rasguei mais ainda minha bota cor de marfim? Cheguei em casa a uma da manhã, acordei as seis fazendo planos mirabolantes de matar aula e me mandar para o Plaza. Impossível, a minha honestidade falou mais alto e não fui. Arrependida até a alma. Setembro bom e ruim, aniversário de vivência de uns e de morte de outros.

OUTUBRO, OH MY GOD, SURTOS, SURTOS PSICÓTICOS! Canela, diz muitas coisas. Primeira delas: duas pobretonas metidas a ricaças entrando sem credencial dentro de um hotel. Segunda: um monte de hipocritas bebendo refrigerante ao som de seus colegas. Terceiro e último: mãos geladas e um suposto frio do caramba. A embalagem do chocolate Lugano até hoje está aqui. Novembro....novembro foi o mês que eu conheci Mireille Mathieu? Deve ter sido. Cabulando aula descaradamente para conversar sobre Neil Gaiman, Dona Cuca e Taki Sakaguchi, não necessariamente nesta ordem. Solidificação de amizades. Descobrimento da vadiagem masculina.

E cá estamos em dezembro, outro ano que termina, tudo parece tão cansativo agora...