domingo, 30 de setembro de 2007

Que que é Hector, mamãe?


Nunca acreditei nesse negócio de que as coisas que fazemos, dizemos, pensamos, qualquer prática de ação pudesse influenciar ativamente no nosso futuro. Claro e para variar, eu estava errada. Não é que ao ver um vídeo de 1969, descubro que minhas conclusões estavam mais do que erradas? De repente entra uma guriazinha de vestido branco (1969= televisão em preto e branco, impossível de dizer a cor exata) estalando os dedos, passinhos leves e claro, mas é claro aquela cara indefectível de deboche "juvenil".
De repente veio uma imagem na tela completamente diferente do que eu conheço e sempre imaginei. Pensei se as pessoas quando ficam mais velhas tornam-se sérias demais e acabadas pela vida que as obriga trabalhar como condenados. Talvez a Silvia tenha tornado-se assim, em certos aspectos, mas em outros parece uma criança como a do vídeo de 69. Quando diz que é "moderninha" confronta-se com a moça sapeca que muito intencionalmente pergunta aonde fica a porta do purgatório, provando por A+B que desde aquela época as intenções já eram outras. Ninguém dança melhor que a Silvia, acabo de concluir. Que Gretchen ou Rita Cadilac o que, a Silvia era a rainha do rebolado mais mineiro que a Tv Record e o Brasil já viram! E estas mesmas devem ter se inspirado nas quebradas de quadril dela. Até mesmo Gloria Perez pensou na personagem Jade de "O clone" quando queria que a menina dançasse dança do ventre.Exagero? Então vejam Silvia e suas calcinhas brancas, Jair Rodrigues a manejando como se fosse uma boneca de pano. Não é propaganda, é de chorar de rir.
Silvia, a descarada que erra letras e sua cúmplice Martinha em vez de ajudar, ri e complica ainda mais as coisas. Outra característica que segue até hoje, como que pode não? Não consegue não errar uma letra, não importa se é de suas músicas ou não, ela erra mesmo assim!Sem fronteiras para os erros. E esquecer o nome do marido, isso é de se atirar arroio dilúvio abaixo!
Infelizmente a característica que tinha tudo para se perder na poeira, não desapareceu: ser apaixonante. São poucas pessoas que conseguem ser apaixonantes com 20, 30 ou 40 anos. Silvia é assim, e eu feito boba sou apaixonada pelos seus 30 anos, 40 anos e ladeira abaixo. Talvez seja a única pessoa que conheci na vida que seja assim. Algo mais que seus dentinhos separados, algo indecifrável como estas esfinges que vemos uma vez na vida e ficam guardadas nas lembranças, em algum lugar do cérebro.