
As vezes quando vou a espétaculos como Disney On Ice e afins, percebo como ainda sou criança. Como aquelas tradicionais empolgadas com as coisas aparentemente novas, que colocam as máscaras do esquilo do Zaffari no melhor amigo(a) e ficam rindo sem motivo aparente. Então sou uma criança crescida? Talvez, talvez.
A verdade é que tenho muitas saudades de quando as únicas preocupaçoes minhas eram não ser descoberta em baixo das mesas em que me escondia e tomar banho. Sim, naquela época tomar banho era algo relativo como ter aula de física, talvez. Mal sabia que me tornaria uma maníáca por banhos, igualando-me a Faye Dunaway.E passava os dias assistindo "Além da Imaginação" no USA com meu pijamas de elefantinhos azuis. Meus cabelos eram compridos, loiros e má cherrie era meu shampoo de cabiceira. Não havia Machado De Assis e sim um livro que demorei, pasmem vocês UM MÊS para mais para entregar na biblioteca! E isso porque eu tinha seis anos e minha síndrome de total desligamento do mundo já se manifestava.
Também riscava o chão do apartamento 7D dançando desde Padre Marcelo Rossi (meu gosto já se manifestava bem eclético hahaha) até Rita Lee. Álias obrigada mamãe por ensimar-me a cantar a primeira música que aprendi: a dona aranha. Mesmo havendo algumas derrapadas, creio que a fita cassete que contém esta gravação é muito rara. Incrível, como as crianças tem uma memória ótima porque acho que aprendi todos os jingles da época mesmo não assistindo televisão. E eu fui de uma infância em que as crianças levavam lanches em lancheiras bonitas e coloridas. Tinha uma vermelha dos 101 dálmatas. Acho que essas coisas não acontecem mais hoje em dia.
Parece que faz tanto tempo, mas isso tem no mínimo dez anos. Mas como disse no início deste texto, eu sou uma criança crescida. E não quero crescer mais, não quero fazer parte deste mundo adulto que parece tão rígido e sério. Ainda brinco de correr atrás das pombas em frente a prefeitura e escuto meus cd's da Xuxa. É, só tenho um pedido a fazer: tempo eu quero viver mais cem anos.