quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Love for sale



Vamos falar de um jeito bem jocoso e entendedor: estou com aquela doença que atingiu a Joan Crawford quatro vezes, Bette Davis algumas vezes e a Silvinha uma vez só. Aquela patologia em que os sintomas são clássicos: o coração batendo mais feliz ( ou infeliz, depende), falando na mesma coisa como um disco riscado e imaginando as mais diversas situaçoes com a tal pessoa. E como é de praxe, alguns escritos na mesa como "êo cadê meu amor, que a noite chegou fazendo frio...". Era pra eu achar isto o máximo, o supra-sumo das coisas que poderiam acontecer-me. Mas eu não consigo achar nada além de muita graça disso tudo. E não confundam isso com felicidade. Praguejo todos os dias minha mente por estar pensando nele, mesmo que não tenha nada a ver com beijos, abraços e coisas melodramáticas dignas de um filme antigo da sessão da tarde.


Se ao fim deste texto eu admitir que gosto dele, já será um grande progresso. É esse o mal de que os filhos únicos sofrem: amam a solidão e de repente quando se veem precisando de alguém, não gostam de admitir em primeiro lugar para eles mesmo. Talvez esta confusão, este turbilhão de coisas que não consigo administrar (gerando uma raiva de mim mesma e do mundo ao redor) tenha sido um dos tantos motivos das quedas, amparadas pelos amigos leitores do monologo das mãos. Mas acho que ele nao iria me querer, meus dentes tem manchas de tártaro e eu não sou loira de olho azul. Meu cabelo é pintado, minha sombrancelha é mal feita e ando como uma mendiga do Bairro Bronx.E danço como se fosse uma das irmãs Anderson. Não irei me entregar e vou pagar com meu estômago, comendo queijo derretido com arroz e depois quase passando mal em frente a um vaso pensando nas últimas burrices da semana.


Álias nem irei comentar a vontade de sassaricar (isto existe?) com a pessoa para quem eu escrevi o penúltimo texto. Não, vocês não estão entendendo. Eu convido e ele faz a egípcia, esnobando como se ele tivesse, mas eu digo TIVESSE de ter muitas condiçoes de recusar. Neste momento, tive meu ataque Scarlett O'Hara. E isso eu não irei comentar, eu só vou dizer que "a gente sabe que esse humor é coisa de um rapaz que sem ter proteção foi se esconder atrás da cara de vilão." E como eu sei que é mentira, ele não é de nada. Mas se ele quiser agir como Yves Saint Laurent, isso já não é mais problema meu. É melhor eu voltar para o romance de Mario Vargas Llosa. Quanto ao outro rapaz... quem sabe seja apenas um devaneio meu de 20 de setembro.

Acho que isto saiu de uma das músicas da Martinha.