sábado, 14 de julho de 2007

Paris Je t'aime ou Fanny Je T'aime?


Dia 12 de julho faziam 10 para baixo e decidimos ver "Paris eu te amo" no Guion da Lima e Silva, mesmo sem saber como se chegava lá. Minto, quem decidiu fui eu. No fim a preguiça e a temperatura baixa nos venceram e resolvemos ficar pelo centro mesmo. Ia me dar de presente o prazer de ver a Fanny Ardant em cinemascope brilhante. Afinal de contas, já que não tinha Catherine Deneuve ou Silvinha, servia a Fanny em tamanho gigante mesmo.

Na sexta-feira modorrenta, sexta feita treze álias (nunca acreditei nessas bobagens) por um acaso achei um dos curtas do filme. E era o da Fanny. Assisti. E a impressão que tive foi de estar completamente fascinada e eu não sabia se era pela Fanny, pela história ou pelo jeito que os franceses falam. A história durou 5 minutos e acaba quando a gente se apaixona pelos personagens. Era pra ser sério, mas haviam sacadas em que não se podia não rir como aquela em que o Bob Roskins diz: - Quanto você cobra para assistir uma discussão? Fiquei frente a frente com uma cidade linda, uma mulher mais linda ainda e um baixinho careca pura comédia! Sempre sonho com minha história (independente de ser de amor ou não) ser ambientada na doce Paris. Porque sempre me lembro da frase da Ilsa em Casablanca: " We'll always have Paris."

Mas preciso me deter na Fanny. Fánny na verdade. Li no tópico da comunidade do orkut da Deneuve (tá difícil não citar ela nos últimos textos haha!) que as atrizes, principalmente as francesas florescem depois dos 40. E é verdade. A Fanny, nem imagino quantos anos ela deve ter.Mais de 40 talvez. E puta que o pariu ( muitos palavroes para descrever, um só não basta) que atriz, que mulher! Está charmosa, sexy sem ser vulgar, rasgando um inglês afrancesado, esbofetando o Roskins. Pronto. Bastou isso. Ela ganhou meu coração e minha admiração. Talvez substituam o lugar da Meryl Streep ou mesmo da Silvinha temporiamente com o título de diva mor. E meu dia se fez mais feliz ao som de chanson d'amour. Obrigada Fanny, obrigada Paris. Merci, merci.

E se você está irritado, faça como C. Deneuve: quebre um vaso na cabeça do alcunha que impertina você!